Família Mórmon

Ensinando sobre Procriação e Castidade

Na crença Mórmon Deus espera que os pais da Igreja Mórmon ensinem os seus filhos sobre a procriação e a castidade e os prepara para o namoro e o casamento. Essa responsabilidade nunca deve ser transferida para as escolas, amigos, colegas ou estranhos. O Pai Celestial deseja que seus filhos entendam como usar o grande e sagrado poder da procriação de maneira sábia e reverente. Se os pais procurarem a inspiração do Espírito, em humilde oração, Ele os ajudará a ensinar os seus filhos sobre esse poder sagrado.

Elder Mark E. Petersen explicou:

“A educação sexual pertence ao lar, onde os pais podem ensinar sobre a castidade em um ambiente espiritual à medida que revelam os fatos da vida para os seus filhos. Lá, em toda plenitude, os mais jovens podem ser ensinados que a procriação é parte do trabalho de Criação de Deus e que, portanto, o ato de “encher a Terra” precisa ser mantido em um alto padrão de pureza pessoal que Deus provê, livre de todas as formas de perversão.

Os pais inexperientes podem aprender como ensinar seus filhos de maneira apropriada. De fato, Deus dá esse mandamento, e quem somos nós para desobedecer?” (Conference Report, abr. 1969 p. 64).

Respondendo à Perguntas de Seus Filhos Pequenos: Quando uma criança bem pequena faz algumas perguntas, uma resposta simples geralmente o satisfará. Considere o exemplo a seguir:

“‘Mãe, de onde os bebês vêm?’ perguntou Alan.
‘Alan, de onde você acha que os bebês vêm?’ respondeu sua mãe.
‘Eu acho’ disse Alan ‘que os bebês vêm do hospital’.
‘Eu acho que posso entender o porque você pensa isso’ explicou sua mãe, ‘mas deixe-me contar como o Pai Celestial planejou que os seus filhos viessem a Terra (os Mórmons acreditam que vivíamos com o Pai Celestial antes de nascermos na Terra). Existe um lugar quentinho especial dentro das mães chamado útero, onde os bebês crescem até estarem prontos para nascer. Então, quando o bebê está pronto pra nascer a mamãe vai para o hospital e o médico ajuda o bebê a sair de dentro do útero’”.

“As respostas para essas perguntas devem ser apropriadas para a idade e o nível de entendimento da criança. Se uma criança mais velho quiser saber mais informações detalhadas sobre o nascimento de bebês, a mãe poderá dizer: ‘os bebês passam por um canal chamado vagina. Esse canal não é o mesmo [que se usa quando você vai ao banheiro]’.

Em uma idade mais nova as crianças não tem o desejo de ter detalhes adicionais. Se uma criança segura o seu pequeno copo de perguntas, não devemos tentar derramar um oceano de explicações dentro dele. Geralmente, eles se darão por satisfeitos com uma resposta precisa, mas simples.

Os adolescentes que talvez façam perguntas mais detalhadas devem também receber respostas precisas e francas. Em respostas a perguntas sobre intimidades físicas, as ênfases devem ser colocadas nos fatos de que quando um marido e uma esposa compartilham momentos íntimos, eles estão expressando seu amor um para com o outro. Suas ações são sancionadas porque eles fizeram votos matrimoniais, mas tais intimidades não são sancionadas pelo Senhor fora do casamento” (Curso de estudo da Sociedade de Socorro, 197980, p. 110, tradução livre)(esse é um manual de estudo usado pelos Mórmons).

Precisamos ser cuidadosos sobre como devemos agir quando nossos filhos pequenos começam a ter curiosidade sobre o seu corpo, uma vez que dependendo da maneira como agimos os ajudam a formar atitudes, boas ou más. “Uma criança toca naturalmente os seus ouvidos, nariz, genitais, e outras partes do corpo como uma experiência de aprendizagem. Quando sentimentos diferentes acontecem, uma criança tende a tocar novamente. Palavras duras e punições não são sábias. Ajuda mais dizer ‘é melhor não fazer isso’, e então dar alguma coisa diferente para as crianças fazerem” (Curso de Estudo da Sociedade de Socorro [197273], p. 199, tradução livre).

Se as crianças não fazem perguntas ativamente, os pais devem encontrar uma maneira de se aproximar de seus filhos e filhas pré-adolescentes para tratar do assunto. Essa aproximação deve enfatizar o plano eterno de uma Pai Celestial amável, um plano que nos possibilita ter famílias eternas (no Mormonismo se acredita que as famílias podem viver juntas eternamente, devido a fidelidade aos convênios feitos nos templos).

Ensinando Seus Filhos Antes da Puberdade: À medida que os filhos se aproximam da puberdade, o período quando uma pessoa se torna fisicamente capaz de ser um pai ou mãe, eles devem estar preparados para as mudanças corporais que acontecerão.

Os pais devem falar a seus filhos que essas mudanças são normais antes delas começarem a acontecer. Os pais devem também explicar que cada pessoa se desenvolve a seu próprio passo e tempo, alguns mais rápidos que os outros, alguns mais lentos.

As meninas devem ser ensinadas sobre a menstruação – quando o corpo se desfaz do sangue que está no útero, após a ovulação que não houve fecundação. Depois da puberdade, esse período acontecerá a cada vinte e oito dias; entretanto, o tempo de duração pode ser irregular, especialmente nos primeiros meses.

Os meninos devem ser ensinados sobre seu corpo e que o Senhor deseja que o poder da procriação, ou o sexo, deve ser usado exclusivamente no casamento. Eles devem ser alertados contra as auto estimulações sexuais (masturbação). A religião Mórmon (chamada mais adequadamente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) tem impresso um excelente panfleto To Young Men Only  (Somente para Rapazes) (33382). Esse panfleto é uma reimpresso de um antigo discurso dado pelo Elder Boyd K. Packer na sessão do sacerdócio da Conferência Geral de outubro de 1976 e pode ajudar muitos pais a aconselharem os seus filhos referentes a seu crescimento e amadurecimento físico.

Os pais devem ensinar a juventude que embora seja normal se sentir atraído pelo sexo oposto, eles precisam manter esses sentimentos sobre controle. “A juventude precisa entender como interpretar esses [sentimentos normais de acordo com o seu propósito divino]. Os jovens podem contrariar as atitudes mundanas com essa atitude: ‘O poder de procriação é uma faísca de divindade dentro de mim. Não é parte da minha vida agora, mas será futuramente. Existe um tempo apropriado (casamento) para que essa fagulha de divindade encontre expressão com uma pessoa certa (minha esposa ou marido). O auto controle agora me ajudará a ser capaz de possuir um amor celestial e um casamento celestial. Este é o futuro que eu quero, e eu preciso me esforçar para isso’” (Curso de Estudo da Sociedade de Socorro, 197980, p.111, tradução livre).

Conversa de Pai para Filho: Os pais precisam ser pacientes com os adolescentes e deixá-los saber que vocês confiam neles. Eles devem discutir questões sobre moralidade de uma maneira relaxada e aberta. Os pais podem ser compreensíveis e amáveis ainda que mantenham firmemente princípios mais elevados. Eles não devem se enfurecer ou se envergonhar quando respondem as perguntas dos adolescentes, mesmo que algumas perguntas possam mostrar certa irreverência pelos princípios da Igreja (ou por qualquer princípio que você possa ter, caso não seja um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

Os pais podem construir uma confiança e amizade mutua com cada filho a medida que eles tem conversas privadas com cada filho. Um pai pode começar tal conversa como o exemplo a seguir: “Eu entendo bastante do que você está sentindo. Eu provavelmente não entendo completamente como você se sente porque eu não sou você, mas eu também tenho sentimentos parecidos com o que você está sentindo. Todas as pessoas sentem esses desejos físicos, então, talvez se conversássemos e compartilhássemos […] esses sentimentos, poderíamos entender um ao outro melhor e eu poderia lhe ajudar’” (Curso de Estudo da Sociedade de Socorro, 197980, p.115, tradução livre). Introduzir a conversa dessa maneira pode criar uma atmosfera de honestidade, verdade e de confiança para que o filho (a) fale abertamente com seu pai as suas dificuldades e dúvidas.

As palavras do Elder Boyd K. Packer para a juventude da Igreja pode ser de grande ajuda para as conversas de pais e filhos (mesmo para aqueles que não são membros da Igreja Mórmon):

“Esse poder de criação carrega consigo fortes desejos e impulsos. Vocês já o sentiram na mudança de suas atitudes e interesses.

À medida que você entra na adolescência, quase que de repente meninos e meninas se transformam em algo novo e intensamente interessantes. Vocês perceberão as mudanças de forma e características em seus próprios corpos e no de outros. Vocês terão as experiências dos primeiros sussurros do desejo físico.

Era necessário que esse poder de criação tivesse pelo menos duas dimensões: uma, ela precisa ser forte; e dois, ela precisa ser mais ou menos constante.

Esse poder precisa ser forte, pois a maioria dos homens, por natureza, procura aventura. Exceto pela persuasão compelidora desses sentimentos, os homens ficariam relutantes de aceitar as responsabilidades de suster um lar e uma família. Esse poder precisa ser constante, também, para que se tornasse um elo na vida familiar” (Why Stay Morally Clean [Porque ficar moralmente limpos], New Era, jul. 1972, p. 5, tradução livre).

“Uma jovem adolescente se sentiu grata quando sua mãe explicou para ela a beleza da expressão física de amor entre marido e mulher: ‘à medida que minha mãe tentava me falar sobre os impulsos e desejos que eu teria que experimentar, a princípio fiquei muito embaraçada. Mas ela foi tão sincera que eu quis ouvir. Ela disse: ‘Seu pai e eu temos fortes sentimentos de atração um pelo outro. Esses sentimentos são bonitos. Esses sentimentos fazem com que respeitemos e cuidemos um do outro. Nós compartilhamos esses sentimentos em palavras, em coisas que fazemos um para o outro, e em expressões físicas de nosso amor. … através de fortes sentimentos de amor os quais homens e mulheres tem um pelo outro, as famílias são estabelecidas e filhos são trazidos para o mundo. É parte do grande plano do Senhor que podemos estabelecer uma família eterna. É tão importante guardar essas expressões físicas desses sentimentos para o casamento que você pode ter grandes bênçãos no plano celestial’.

Essa conversa com minha mãe desfez todas as minhas idéias erradas que eu tinha formulado de ouvir as garotas na escola. Eu soube então que os sentimentos que eu sentia pelos garotos eram normais, mas que deveriam ser controlados’” (Curso de Estudo da Sociedade de Socorro, 197980, pp.115 – 116, tradução livre).

Em adição à conversa com seus filhos, os pais podem ajudar os filhos a entender esses problemas de outras maneiras. Por exemplo, os pais devem estabelecer e discutir as diretrizes para um namoro apropriado com adolescentes para que eles tomem decisões sobre determinados assuntos antes mesmo que comecem a namorar. O seguinte conselho de um antigo presidente da Igreja Mórmon, Presidente Spencer W. Kimball, poderá ser de grande ajuda:

“Para evitar dificuldades e possíveis tentações, eu sugiro novamente os seguintes padrões. Qualquer namoro ou encontro social em pares devem ser aguardados até a idade mínima de 16 anos, e mesmo depois deve haver muito julgamento usado na seleção e na seriedade. Os jovens devem ainda limitar seus contatos próximos por alguns anos, uma vez que o rapaz estará indo para a sua missão quando ele tiver 19 anos” (Spencer W. Kimball, Presidente Kimball fala Sobre a Moralidade, New Era, nov. 1980, p. 42, tradução livre).

Encorajem os adolescentes a não namorar firme até depois que eles estejam prontos para considerar um casamento. Os primeiros namoros são melhores quando feito em grupo, onde os adolescentes podem estabelecer e fortalecer muitas amizades. Os pais podem explicar que o namoro é para conhecer melhor um ao outro e para gostarem de estar juntos. Os encontros e namoros não são ocasiões para demonstrações extremas de afeição, os quais devem ser guardados para o casamento.

Os pais podem também ajudar a controlar essas novas emoções ajudando-os a desenvolver sentimentos de amor próprio. Os jovens que sabem que eles são filhos de Deus e que entendem seu propósito divino procurarão atividades que são condizentes com os mandamentos de Deus. Isso é o que os Mórmons acreditam.

O Propósito Eterno do Sexo: É importante ensinar as crianças que o Pai Celestial não tem a intenção que o sexo seja algo maligno ou corrupto. Ao invés disso, o sexo tem dois propósitos básicos: primeiro, possibilitar que tenhamos filhos para cumprir com os mandamentos de Deus de nos multiplicar e frutificar (ver Gênesis 1:28), e segundo, para expressar aquele sentimento especial de carinho e amor compartilhados entre um marido e uma esposa. Quando um marido e uma esposa usam o sexo apropriadamente em seu casamento, o Senhor os abençoará. Entretanto, quando uma pessoa abusa desse dom divino, eles agradam unicamente a Satanás e seus seguidores, e machucam a si mesmos. O Presidente Spencer W. Kimball declarou claramente: “Alertamos firmemente todos de nosso povo desde crianças até os de idade avançada a ter cuidado com as correntes da escravidão, sofrimento e remorso os quais advêm de um uso inapropriado do corpo”.

“O corpo humano é o lar sagrado para o filho espiritual de Deus, e o uso inapropriado ou a corrupção desse Tabernáculo sagrado pode trazer somente remorso e pesar. Nós alertamos: fiquem limpos, descontaminados e incorruptos” (Conference Report, abr. 1974, p. 8, tradução livre).

Devemos ensinar nossos filhos que a simples auto satisfação, dentro ou fora do casamento, não cumpre o propósito eterno do sexo. O sexo é para estabelecer famílias eternas e para unir o marido e a esposa. Quando visto dessa forma, o sexo é bastante dignificante.

Se um rapaz realmente admira, respeita, e se preocupa com uma jovem moça, ele nunca faria nada que seja humilhante ou egoísta, ou que traga dor ou culpa. Ao invés disto, ele defenderia a virtude dela a todo custo. Uma moça responderia o mesmo respeito e preocupação por um rapaz que ela se preocupa verdadeiramente com ele.

O Senhor Tem Nos Dado Regras Claras de Conduta: Nosso Pai Celestial tem nos dado o mandamento que as relações sexuais somente aconteçam entre um marido e uma mulher legal e legitimamente casados (ver Êxodo 20:14, Êxodo 20:17; D&C 49:16-17; D&C 132:41-45). A maioria dos filhos são capazes de entender as leis básicas da lei da castidade se os pais explicarem-na claramente em um nível de entendimento deles e se fortalecem nisso quando forem mais velhos.

O Senhor tem deixado claro que a imoralidade envolve mais do que as relações sexuais propriamente ditas. Algumas coisas que o Senhor falou-nos claramente para manter distância são as carícias e as provocações, masturbação, pornografia e a homossexualidade.

Carícias e Provocações: O Presidente Spencer W. Kimball declarou fortemente que “entre os pecados sexuais mais comuns entre os jovens estão as carícias e as provocações. Não apenas essas relações impróprias geralmente levam à fornicação, gravidez e abortos – todos pecados horrendos – mas frequentemente eles são um mal pernicioso, e é geralmente difícil para os jovens distinguir onde termina um e começa outro. Eles despertam a luxúria e incentivam maus pensamentos e desejos sexuais.

Eles são todos parte de toda uma família de pecados e indiscrições relacionadas. Paulo escreveu como se fosse para os jovens dos dias de hoje que enganam a si mesmos que suas carícias e provocações são expressões de amor: ‘Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si’ (Romanos 1:24). Como poderia o mal da carícia ser mais completamente descrito? …

Nossos jovens devem saber que os seus companheiros de pecado não o amarão ou respeitarão se eles têm liberdade para afagar o seu corpo. Tais práticas destroem o respeito, não apenas para a outra pessoa, mas para si mesmo. Ela destrói o respeito pela virtude. …

Muitos se perderam completamente em pecados através dessa porta de entrada de caricia e provocações. O diabo sabe como destruir nossos jovens rapazes e moças. Ele pode não ser capaz de tentar uma pessoa para matar ou para cometer um adultério imediatamente, mas ele sabe que se ele pode conseguir que um rapaz e uma moça sentem sozinhos em um carro por um tempo suficiente depois da festa, ou para estacionar longe o suficiente na escuridão no fim da rua, o melhor rapaz e a melhor moça finalmente sucumbirão e cairão. Ele sabe que todos temos um limite em nossa resistência” (The Miracle of Forgiveness [Salt Lake City: Bookcraft, inc., 1969], pp. 65-66, tradução livre) (Esse livro é sobre a doutrina Mórmon do perdão).

Masturbação: “À medida que garotos e garotas atingem maturidade física, a curiosidade sobre o próprio corpo pode resultar em auto estimulação (masturbação)” (Curso de Estudo da Sociedade de Socorro, 197273, pp. 203, tradução livre).

O mundo ensina que a masturbação é natural e saudável. Entretanto, o Presidente Spencer W. Kimball declara a visão do Senhor sobre o assunto: “Os profetas antigamente e atualmente condenam a masturbação. Ela inclui sentimentos de culpa e de vergonha. Ela é prejudicial à espiritualidade. Ela indica escravidão à carne, oposto ao controle do corpo que leva a santificação o qual é o objetivo da vida mortal. …nenhum rapaz deve ser chamado para servir uma missão se não estiver livre dessa prática” (The Miracle of Forgiveness, p. 77, tradução livre).

Pornografia: “Existem revistas hoje em dia publicando fotos e artigos os quais… acendem os instintos mais básicos de homens, mulheres e jovens. Existem jornais no mundo os quais, procurando maior circulação, ostentam corajosamente o sexo. Alguns de nossos jornais continuam a publicar anúncios ilustrados os quais são basicamente provocantes, convidando seus leitores para filmes pornográficos. É em tais anúncios e filmes que estão plantadas as sementes do estupro, infidelidade, e as mais repulsivas transgressões sexuais” (Spencer W. Kimball, Conference Report, abr. 1978, p. 67, tradução livre).

Homossexualidade: Embora muitos no mundo atual clamam que a homossexualidade – o desejo ou as relações sexuais com pessoas do mesmo sexo – é uma parte da natureza, o Senhor tem repetidamente dito o contrário através de profetas. O Presidente Spencer W. Kimball declarou que a “homossexualidade é um pecado feio, repugnante para aqueles que não se encontram tentados nele, bem como para muitos que no passado foram adeptos e que estão buscando um meio para sair dessa armadilha.… Tais desvios das relações heterossexuais normais e apropriadas não são apenas antinatural mas são erradas perante a vista de Deus” (The Miracle of Forgiveness, pp. 77-78, tradução livre).

Parte da seriedade desse pecado é que ele destrói casamentos e lares. Presidente Kimball explicou que a homossexualidade “é hostil aos propósitos de Deus, pois ele nega seu primeiro e grande mandamento de ‘multiplicar e encher a Terra’. Se essa prática abominável se tornar universal, ela despovoaria a Terra em uma única geração. Ela anularia o grande plano de Deus para os seus filhos espirituais, pois ela deixaria inúmeros espíritos sem corpo no mundo celestial sem a chance de ter a oportunidade da mortalidade e negaria a todos os participantes as práticas da vida eterna que Deus disponibilizou para todos nós” (The Miracle of Forgiveness, p. 81, tradução livre).

Ensinando as Regras de Conduta do Senhor: Somos responsáveis por ensinar nossos filhos os propósitos do Senhor para os desejos sexuais que eles irão experimentar. Devemos encontrar momentos apropriados para ensinar nossos filhos quando eles estão mais receptivos à instruções e aprender a criar tais momentos se eles não aparecerem naturalmente.

A seguir estão alguns exemplos que, de acordo com a crença Mórmon, o Senhor gostaria que ensinássemos a nossos filhos e algumas formas de ajudá-los a viver esses princípios:

1. Evite e mude pensamentos que possam tentar você a fazer o que é errado. Devemos ensinar nossos filhos que eles precisam guardar os mandamentos e que o Senhor não os permitirá ser tentados mais do que a habilidade de resistir essas tentações se eles são humildes e procuram ajuda através de oração (ver Alma 13:28). Algumas maneiras práticas de resistir a tentações que podemos ensinar a nossos filhos são:

  1. Oração. O Salvador ensinou que podemos evitar as tentações orando sempre (ver 3 Néfi 18:51, 3 Néfi 18:18 – essas referências podem ser encontradas no Livro de Mórmon). Ele ensinou que durante a tentação, devemos orar para pedir ajuda ou para nos livrar da tentação (ver Mateus 6:13; ver também a Tradução de Joseph Smith, Mateus 6:14). Orações sinceras removem as tentações e enchem a mente com determinação para agir retamente. Se nós e nossos filhos seguirmos aos conselhos do Senhor de “orar sempre, para que não sejais tentados pelo diabo” (3 Néfi 18:15), a influência de Satanás em nossas vidas será consideravelmente reduzida.
  1. Hinos. Em um discurso de conferência dirigido para os jovens, o Elder Boyd K. Packer sugeriu o seguinte para nos ajudar a controlar os nossos pensamentos: “Escolha dentre as músicas sagradas da Igreja um hino favorito, um com palavras que são enaltecedoras e músicas que são reverentes, uma que faça você sentir inspirado.… Passe-a em sua mente cuidadosamente. Memorize-a. Mesmo que não tenha nenhum treinamento musical, você pode pensar um hino.

            Agora use esse hino como um lugar para os seus pensamentos irem. Faça dele      o seu canal de emergência. Sempre que você achar que esses atores sombrios   entrarem sorrateiramente das linhas secundarias do seu pensamento para o     palco da sua mente, coloque esse registro, como ele é.

            À medida que a música começar e as palavras se formarem em seu pensamento, os pensamentos indignos serão vergonhosamente varridos para longe. Ela mudará todo o humor no palco da sua mente. Porque ela é inspiradora  e limpa, os pensamentos menores desaparecerão. Pois a virtude, por escolha, não se associará com a sujeira, e a maldade não pode tolerar a presença de luz.

            Em tempo hábil você perceberá que, em ocasiões, estará murmurando hinos intimamente. À medida que você repassar os seus pensamentos, você  descobrirá a influência do mundo sobre você encorajando um pensamento indigno tentando entrar no palco do seu pensamento, e a música quase automaticamente começa” (Conferece Report, out. 1973, pp. 24-25, tradução   livre).

  1. Jejum: Nossos filhos devem entender que nosso Pai nos Céus sabe que somos severamente tentados, e Ele proveu meios para nós podermos crescer nossas resistências – o jejum. Jejuar é ficar sem alimento por um motivo espiritual. Aumentamos nossa espiritualidade e nossa resistência às tentações quando jejuamos e oramos. Quando temos um testemunho do poder do jejum, devemos prestá-lo para nossos filhos para que eles entendam a importância de usar o jejum como um escape das armadilhas de Satanás. Outras igrejas cristãs possuem práticas semelhantes.
  1. Guardar o Dia do Senhor: o Senhor nos prometeu que nos manteríamos sem as manchas do mundo se guardássemos o Dia do Senhor e o mantivesse como sagrado (ver D&C 59:9).

2. Tome decisões corretas agora sobre condutas apropriadas. Se não ajudarmos nossos filhos a decidirem agora como eles agirão em situações de tentação, quando tiverem que tomar as decisões corretas é mais difícil, eles terão mais chances de agirem errado quando uma situação real aparecer, por terem que decider sobre a influência da emoção.

“Outros jovens podem tentar seus filhos a não serem castos. Você pode fortificar seus filhos contra tais ameaças ensaiando a eles caminhos que eles podem tomar em tais circunstâncias. Por exemplo, quando alguém diz: ‘se você me amasse, você faria o que eu quisesse’, então ele poderia dizer em resposta: ‘se você me amasse, você não me pediria para fazer isso’” (He That Receiveth My Servants Receiveth Me (aprox. Aquele que recebe a meus servos, a mim me recebe), Guia de Estudo Pessoal do Sacerdócio de Melquisedeque, 1979-80, p.109).

O Elder Hartman Rector Júnior, fez uma alegoria sobre decidir antecipadamente a se manter seguramente distante das tentações:

“Em minha experiência, eu tenho percebido que é muito, muito perigoso voar alto o suficiente apenas para não acertar as copas das árvores. Eu passei vinte e seis anos voando nos aviões da marinha americana. Era muito emocionante ver o quão perto eu podia voar do topo das árvores. Isso é chamado de ‘flat hatting’ (rasante) na marinha, e é extremamente perigoso. Quando você está voando apenas o suficiente para não acertar as árvores e sua máquina der uma falhinha mínima, você está nas árvores.

Agora imaginemos que a marinha tenha um mandamento – ‘Não voarás os aviões perto das árvores’. Só para conhecimento, eles tinha esse mandamento. Para realmente se livrar do mandamento, se tornou necessário para mim adicionar meu próprio mandamento ao mandamento da marinha, tal qual ‘Não voarás com o avião da marinha menos do que 5.000 pés de altura das árvores’. Quando você faz isso, você faz com que o mandamento da marinha se torne fácil de se cumprir, e o fator segurança aumenta tremendamente” (Conference Report, out. 1972, p. 172, tradução livre).

Suponha, por exemplo, que uma moça decida que ela nunca assistiria um filme para maiores de 18 anos. Mais tarde, porém, quando um rapaz vem buscá-la para ir ao cinema, ele fala para ela que eles vão com mais um casal e que o outro casal decidiu ir ver um filme para maiores de 18 anos. Se ela já tomou a decisão de não assistir filmes para maiores de 18 anos, não será difícil para ela dizer que ela não vai ao cinema para ver um filme para maiores de 18 anos e que preferiria ir a um local diferente. Pode nem sempre ser uma decisão conveniente, e pode parecer mais fácil acompanhar o grupo, mas ela será muito abençoada se ela viver as suas decisões.

3. Evitar ou abandonar situações tentadoras. Elder Rector, um líder da Igreja Mórmon, comentou esse princípio da seguinte maneira: “As escrituras registram que José [do Egito] resistiu bravamente às investidas da esposa de Potifar, mas um dia que ele estava na casa para ‘fazer o seu serviço’ e aconteceu que ‘nenhum dos da casa estava ali’ (Gênesis 39:11).

Agora, essa é uma situação sempre perigosa e deve ser evitada o máximo possível. A esposa de Potifar se tornou particularmente insistente, mesmo pegando a roupa dele na tentativa de aproximar ele dela. Mas José fez o melhor que ele poderia fazer na circunstância. As escrituras registram: ‘…ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora’ (Gênesis 39:12), ou em uma linguagem moderna, ele correu dela.

Talvez isso não pareça ser uma coisa muito sofisticada de se fazer, mas algumas vezes correr é a única coisa que se tem a fazer. E essa foi uma situação para isso” (Conference Report, out. 1972, p. 172, tradução livre).

Nossos filhos podem talvez se encontrarem em situações onde a única coisa a se fazer é literalmente correr – e rápido!

Como podemos ensinar nossos adolescentes a reconhecer quando eles devem deixar uma atividade em grupo, um baile ou um filme, ou desligar um computador ou a televisão? A seguir estão algumas sugestões:

  1. Se você não pode convidar o Espírito do Senhor para freqüentar um baile, um filme, ou o que quer que seja que você está fazendo, saia.
  2. Se você sente seu pulso acelerado e sua mente fantasiando atos imorais, saia imediatamente. É melhor perder metade do filme do que implantar imagens em sua mente que levarão anos para ser desenraizadas.
  3. Se você se sentisse desconfortável se seu bispo (ou o líder da sua igreja), pais, ou irmãos ou irmãs estivessem ali, você provavelmente não deveria estar nesse local.

4. Estabelecer regras familiares. Depois de se aconselharem juntos em espírito de oração, você pode pedir a seus filhos para ajudar a desenvolver as regras da família que serão úteis em evitar situações comprometedoras. Por exemplo, Elder Rector sugeriu as possíveis regras:

  1. “Nunca fique sozinho em uma casa com alguém do sexo oposto.
  2. Nunca, nunca entre em um banheiro sozinho com alguém do sexo oposto.
  3. Não fazer carícias ou provocações…
  4. Nunca estacione em uma rua sem movimento apenas com uma moça (ou rapaz) no carro.
  5. Não leia materiais pornográficos.
  6. Não assista filmes para maiores de 18 anos ou filmes impróprios.
  7. Não perca tempo em casas de jogos e bebidas”

5. Participe de atividades que são recompensadoras. Devemos ajudar nossos filhos a desenvolver seus talentos e ajudá-los também a praticar esportes, música, drama, passatempos, e outras coisas que eles possam achar interessantes. Encoraje-os a se envolverem com atividades escolares saudáveis e funções na igreja e a escolher amigos que tenham palavras e ações limpas. Proporcione-lhes materiais de leitura inspiradores ou direcione-os a fazê-lo. Não deixe que o tempo que sua família passa em frente a televisão saia de controle. Ajude seus filhos a escolherem roupas modestas, e encoraje-os a sair em grupos quando for namorar enquanto forem solteiros. Mas acima de tudo, deixe bons exemplos de profundo respeito pelo poder e privilégio da procriação.

Considerações Finais. Um jovem adolescente ficou tão impressionado com uma conversa que ele e sua mãe tiveram sobre a castidade que ele guardou a seguinte citação para si: “Rapazes… as moças com quem vocês irão se casar estão vivas agora. Vocês talvez nunca a encontraram, mas elas estão caminhando em um caminho o qual a providência de Deus algum dia farão com que se cruzem. Aonde quer que ela esteja, ela tem se guardado para você, e em sua imaginação vocês agora são príncipes com quem um dia elas irão se casar com gratidão. Nem pelas riquezas do mundo ela seria grossamente desleal a você. Como vocês estão vivendo então? Vocês não tem o direito de levar para uma garota assim uma vida suja pela falta de castidade. Se fizerem, terão uma vergonha secreta que jamais sairá, uma culpa que você sentirá todas as vezes que seus filhos subirem nos seus braços. Ter um lar livre de tudo isso, com memórias boas e bonitas, é compensador passar por qualquer coisa” (Harry Emerson Fosdick, citado por Hugh B. Brown, The Abundant Life [Salt Lake City: Bookcraftm INC., 1965], pp. 57-58, tradução livre).

“Quão glorioso e próximo dos anjos estão a juventude que é limpa; essa juventude tem uma alegria indescritível nesta Terra e na vida depois desta. A pureza sexual é a possessão mais precisa que a juventude pode ter; ela é a fundação de toda a retidão” (James R. Clarck, comp. Messages of the First Presidency of The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, 6 vols. [Salt Lake City: Bookcraft, 1965-1975], 6:150, tradução livre).

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Escritura do dia

E agora eu, Morôni, quisera falar algo a respeito dessas coisas. Quisera mostrar ao mundo que fé são coisas que se esperam, mas não se vêem; portanto, não disputeis porque não vedes, porque não recebeis testemunho senão depois da prova de vossa fé.

Éter 12:6

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