Em um momento em que o casamento é menosprezado por tantos, aqueles que se comprometem com a fidelidade frequentemente pensam que somente devem evitar contato físico ou relacionamentos e conversas românticas. Entretanto, Deus espera mais de nós do que apenas simples limitações. Cruzar os limites em um relacionamento muito pessoal com alguém do sexo oposto coloca um casamento em perigo. Mesmo quando o relacionamento não se tornar romântico ou físico, o cônjuge pode acabar ferido, o casamento pode ser abalado, e as pessoas que atravessem as fronteiras se coloca em uma situação em que se torna mais fácil passar para a próxima, mesmo a um nível mais perigoso.
Um artigo recente de um professor de trabalhos sociais da Universidade Brigham Young fala dos problemas referentes à infidelidade emocional.
“Fidelidade inclui abster-se do contato físico, mas isso não é tudo. Fidelidade também significa um comprometimento completo, confiança e respeito entre marido e mulher. Relacionamentos impróprios com outras pessoas pode corroer a fidelidade.” (See Kenneth W. Matheson, “Fidelity in Marriage: It’s More Than You Think,” Ensign, Sep 2009, 12–16.)
Matheson usa como exemplo a história de uma mulher que desenvolveu uma estreita amizade com um colega de trabalho. Eles começam a passar um grande tempo juntos no trabalho, incluindo almoços, e-mail e mensagens de texto quando não estavam juntos. Ela fala com ele o tipo de conversa que deveria partilhar com o marido, sonhos, medos e emoções. O seu marido fala pouco e não se sente confortável com esse tipo de conversa, por isso ela achou natural voltar-se para um homem que gosta de falar sobre isso. Ela não achava que estava cometendo infidelidade, porque ela não estava envolvida de uma forma física ou romântica. Era apenas uma amizade.
Porém, outros notaram o quanto ela falava sobre esse outro homem e como íntimos eles haviam se tornado. Finalmente sua irmã a convenceu de refletir sobre as seguintes questões:
- “Você procura seu amigo com mais facilidade do que procura seu esposo?”
- “Você se pega pensando sobre o seu amigo mesmo quando esta em casa?”
- “Você procura oportunidades para ficar próximo do seu amigo mesmo quando o trabalho não requer?”
- “Você manda e-mails e mensagens de texto para o seu amigo quando não estão juntos?”
- “Você já contou ao seu marido sobre essas mensagens?”
- “O relacionamento com o seu amigo requer mais tempo e energia que você dispende com o relacionamento com seu esposo?”
- “Você compara seu marido com o seu amigo?”
- “Você se sentiria confortável ao apresentar seu marido a seu amigo?”
Quando a mulher honestamente respondeu as questões, ela percebeu que estava violando seus votos sagrados e procurou o conselho de seu líder religioso.
E disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?
De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. (Mateus 19:5-6)
Estes versículos nos ajudam a entender que o casamento não é simplesmente sermos fieis fisicamente, mas também sermos fieis emocionalmente. Quando temos medos, alegrias e sonhos, precisamos compartilhá-los com nosso cônjuge, o que lhe permite ser um parceiro plenamente participante em nossas vidas. Quando oferecemos nossos pensamentos mais íntimos ha uma pessoa do sexo oposto, nós estamos permitindo que essa pessoa se torne envolvida emocionalmente em nossos corações e vidas.
Investir em um relacionamento que pode levar a uma proximidade inapropriada pode também levar à fofoca, e somos aconselhados a evitar a aparência do mal. Se os outros conseguem interpretar a amizade como um romance, simplesmente pela quantidade de tempo que passamos juntos, a fofoca pode, prejudicar a reputação de todos os envolvidos, e pode aumentar a dor do cônjuge.
Matheson recomenda a avaliação de nossos relacionamentos com o sexo oposto, usando as questões acima descritas. Se forem encontrados problemas, é aconselhável procurar o conselho de seu líder religioso e falar com seu cônjuge. Em seguida, um plano deve ser criado para fortalecer o casamento. Você não pode mudar o seu cônjuge, então você tem que mudar a si mesmo em vez disso. Converse com o cônjuge para que aquelas coisas que faltam em seu casamento possam ser feitas, e um esforço especial de sua parte é vital, compartilhar mais, fara muito para fortalecer a união e para aliviar a tentação de recorrer a outros.
Leia o artigo completo em: Read the entire article: Kenneth W. Matheson, “Fidelity in Marriage: It’s More Than You Think,” Ensign, Sep 2009, 12–16
